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DESTHEN: UM SOM PARA OS VERDADEIROS FÃS DO TECHNO MELÓDICO



Há aproximadamente uma década, quando o Techno melódico estava começando a ganhar mais popularidade, a sonoridade do estilo era mais densa e introspectiva, em contraste com o momento atual, onde alguns sons chegam até a ser apelativos. No entanto, alguns artistas permanecem leais a essa estética original, criando músicas que mantêm essa profundidade característica, mas também se adaptam às tendências atuais. O Desthen é um exemplo desse comprometimento.

O duo é formado pelos produtores brasileiros Antônio e Caique, que estão juntos desde 2016 entregando ótimas produções para o mercado, equilibrando a profundidade melódica com o ritmo robusto que o estilo pede. Seus lançamentos já ficaram marcados em selos como Eye And Eye, Ciccada, Real Supernova e Prototype Music, mas é com outra gravadora que eles têm construído um forte relacionamento e alcançado um reconhecimento mais amplo: Deep Tales.

Depois do release de estreia Odyssee, em agosto de 2022, que recebeu um remix do Dizharmonia, e do single de setembro do ano passado, “Another Way of Sight”, eles agoram voltaram ao selo para este que talvez seja seu principal release da carreira. Isso porque o EP The New Path, lançado nesta quinta-feira (14), traz não só uma faixa original poderosa assinada por eles, como também um remix de um grande produtor do melódico: Erly Tapshi.


Tepshi foi um dos primeiros artistas a tentar unir House melódico com o Techno, então seu som foi essencialmente sendo moldado em volta de pads atmosféricos, sintetizadores quentes e fortes linhas de baixo, tanto que ao longo dos anos ele foi fortemente apoiado pelo Tale Of Us e lançou em selos como Armada Music, remixando ninguém menos que Armin Van Buuren. Hoje, ao lado de Ciro Acciarino, ele comanda a gravadora Black Rose, também bem conhecida dentro da esfera do Techno melódico.

Com esse contexto, fica claro que ter a oportunidade de receber um remix seu não é para qualquer um. Então, neste que é o terceiro trabalho do Desthen ao lado da Deep Tales, temos a versão original dos brasileiros que captura verdadeiramente a essência da do Techno melódico profundo e introspectivo, enquanto Erly Tapshi eleve a energia com uma pegada ainda mais sombria e, ao mesmo tempo, pra frente.

Portanto, as duas faixas devem agradar aqueles que são realmente fãs do Techno melódico “raiz”, de uma sonoridade que mantém a densidade, te levando para uma outra dimensão, enquanto também injeta uma boa dose de ânimo para energizar uma pista de dança.


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